Periferia de São Paulo. Mas não a história que você espera.
Cresci na periferia de São Paulo, mas não na miséria. Sempre tive estrutura dentro de casa — espaço, conforto e acesso ao básico. Inclusive tecnologia. Tive quarto próprio desde cedo, computador, celular e liberdade pra explorar.
Enquanto muita gente com o mesmo acesso só consumia, eu comecei a fuçar.
Meu primeiro contato com tecnologia não foi profissional — foi curiosidade. E foi isso que virou tudo. Aprendi a programar sozinho. YouTube, documentação, erro atrás de erro. Sem mentor, sem curso caro, sem roteiro. Só insistência.
A escola nunca foi o lugar onde eu mais evoluí. Eu já tava buscando coisa fora enquanto o sistema ainda tava no básico. Não era falta de capacidade — era falta de alinhamento.
Minha família não impediu, mas também não guiou. No fim, fui eu por mim.